Mpox - Não há registros de casos em Leme
Informação segura e baseada em evidências: com base em dados do Ministério da Saúde e da OMS, município esclarece principais dúvidas sobre a doença
A Prefeitura do Município de Leme, por meio da Secretaria de Saúde, traz orientações claras e confiáveis sobre a Mpox, uma doença viral transmitida pelo mpox vírus, para ajudar você a entender o que é, como se prevenir e quando procurar ajuda médica.
O que é a Mpox?
A Mpox é uma infecção causada pelo mpox vírus (MPXV), que faz parte da mesma família de vírus que inclui a varíola humana, embora seja uma doença diferente. A Mpox já era conhecida como “varíola dos macacos”, mas seu nome foi atualizado para evitar estigmas associados a animais ou regiões geográficas.
O vírus foi identificado pela primeira vez em humanos na África na década de 1970, e desde então tem apresentado surtos esporádicos, sendo monitorado por organizações internacionais de saúde.
Como a Mpox se transmite?
A transmissão ocorre principalmente por contato próximo e direto com uma pessoa infectada ou com objetos recentemente contaminados. Isso inclui:
- contato pele a pele com lesões, feridas ou bolhas;
- beijos, abraços e relações sexuais;
- contato com secreções respiratórias em proximidade prolongada;
- compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis e outros itens pessoais.
O vírus pode permanecer em materiais contaminados por algum tempo, por isso a higiene de objetos e roupas é importante.
Quais são os sintomas?
Os sintomas podem surgir entre 3 e 21 dias após a exposição e geralmente incluem:
- febre súbita e mal-estar;
- linfonodos inchados (ínguas);
- dor de cabeça e dores musculares;
- calafrios e fraqueza;
- erupções cutâneas ou lesões elevadas na pele que evoluem para crostas.
As lesões podem aparecer primeiro no rosto e depois em outras partes do corpo, incluindo mãos, pés e área genital.
Como posso me prevenir?
A prevenção é a melhor forma de proteção. As principais recomendações incluem:
- evitar contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas;
- não compartilhar objetos pessoais como roupas, toalhas e utensílios;
- lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool em gel;
- limpar e desinfetar superfícies que possam estar contaminadas.
Se houver necessidade de cuidados com alguém infectado, o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas e máscara, reduz o risco de transmissão.
Riscos e possíveis complicações
Na maior parte dos casos, a Mpox tem evolução leve a moderada, e os sintomas desaparecem em algumas semanas com cuidados de suporte clínico. Não há tratamento antiviral específico amplamente aprovado, e a assistência médica foca no alívio dos sintomas e prevenção de complicações.
No entanto, em algumas pessoas – como imunocomprometidos, crianças pequenas e gestantes – a doença pode evoluir de forma mais grave. Em situações raras, podem surgir complicações como infecções secundárias da pele, desidratação, pneumonia ou problemas oculares que exigem cuidado médico mais intensivo.
1. Letalidade geral
Segundo dados globais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e estudos epidemiológicos, a letalidade da Mpox em surtos recentes tem sido baixa, especialmente em contextos com assistência médica adequada.
- Em surtos ocorridos a partir de 2022, a letalidade observada tem sido inferior a 1% em países com acesso a serviços de saúde.
- Em muitos países europeus e nas Américas, a avaliação dos casos mostrou taxa de alta recuperação e poucos óbitos.
- Essa baixa letalidade é atribuída ao atendimento médico, manejo de sintomas e apoio clínico oportuno.
Em resumo: a grande maioria das pessoas infectadas recupera-se totalmente.
2. Grupos com maior risco de desfecho grave
A letalidade pode ser maior em grupos vulneráveis ou com condições clínicas associadas, tais como:
- imunocomprometidos (pessoas com HIV/Aids não tratadas, transplantados, uso de imunossupressores);
- crianças muito pequenas (especialmente menores de 8 anos em surtos históricos);
- gestantes;
- pessoas com doenças crônicas descompensadas.
Nesses grupos, complicações mais sérias podem ocorrer, e o risco de desfecho grave é relativamente maior do que na população geral, embora ainda raro.
3. Comparação com outras doenças
A letalidade da Mpox é muito menor do que a de doenças como varíola (erradicada) ou Ebola.
Comparada à gripe sazonal ou COVID-19 em grupos de risco, a Mpox tem impacto clínico geralmente menos severo, desde que haja atendimento adequado e monitoramento.
O que a ciência diz
De acordo com publicações de autoridades como a OMS e o Ministério da Saúde do Brasil:
A maioria dos casos de Mpox registrados durante o surto global apresentaram evolução benigna e recuperação espontânea com cuidados de suporte (controle de dor, hidratação, tratamento de eventuais infecções secundárias).
Fonte: Organização Mundial da Saúde — Mpox: epidemiological updates e Ministério da Saúde — boletins técnicos.
E a vacina?
Embora não exista uma vacina específica desenvolvida apenas para a Mpox, imunizantes contra a varíola humana demonstram eficácia na proteção.
No Brasil, as doses desse tipo de vacina disponíveis são aplicadas de forma estratégica, destinadas a grupos prioritários definidos pelas autoridades de saúde.
Sintomas e quando procurar atendimento
Se você apresentar sinais como febre acompanhada de erupções ou lesões na pele ou notar ínguas, dores intensas ou piora dos sintomas, procure uma unidade de saúde imediatamente. O atendimento precoce ajuda a evitar complicações e interrompe a transmissão.
Situação no Brasil e em Leme
No Brasil, o número de casos registrados tem variado ao longo dos últimos anos, com maior número observado em 2022 e queda significativa depois de medidas de vigilância e prevenção.
Em Leme, segundo a Vigilância Epidemiológica do município, não há casos registrados de Mpox em investigação ou confirmados até o momento.
Informações adicionais podem ser adquiridas na Secretaria de Saúde, localizada na Rua Dr. Armando de Sales Oliveira, 1085 - 2º - Centro ou pelo telefone 3097-1000.
SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE LEME

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